terça-feira, 6 de novembro de 2007

Porque as coisas existem preferencialmente ao nada?

Hoje o meu "emotional feeling" mudou. Até acho que ontem fui muito cruel no tratamento dado ao Universo, fazendo a tradução daquela maneira. Mas veja bem, quanta crueldade a existência tem nos oferecido. Às vezes me acordo pensando em todas as formas de crueldade possíveis e me assusto com isso. Por outro lado quanta graça tem nos proporcionado a existência! Mas não abro mão da resposta! Ate por que acho muito cruel estar existindo nesta existência sem saber porque!

Sem mudar o foco do mistério, aquele que me segue desde menino e que é o objeto desse blog, gostaria de formular a questão novamente, mas em inglês, reproduzindo o questionamento de Willian James:

“Why is there something, rather than nothing”? Será que ele também contemplava as montanhas em dias chuvosos e experienciava os mesmos momentos efêmeros e misteriosos?

Vou reproduzir mais um texto desse autor novaiorkino considerado um dos fundadores do pragmatismo...

“The unrest which keeps the never-stopping clock of metaphysics going is the thought that the non-existence of the world is just as possible as its existence”

Gosto de ler isso! Parece que expressa algo que chega perto do mistério revelado por minha experiência...

Em sua publicação A Vontade de crer e outros ensaios sobre filosofia popular (1897) William James questionou a existência de Deus, a imortalidade da alma, o livre-arbítrio e os valores éticos. Gosto desses tipos! Eu hoje me atreveria a ir alem e questionar o fato de se em nossa fugaz existência não estamos sendo tolos cobaias de “algo consciente” e “dotado de meios tecnologicamente superior a qualquer coisa imaginável” mesmo para o autor de “Parallel Worlds” e Hiperespaço” o brilhante Michio Kaku, também novaiorkino? Não estou falando de Deus! Falarei mais sobre trechos do livro "Parallel Worlds – A Journey Through Creation, Higher Dimensions, and The Future of the Cosmos” que hoje terminei de ler na esteira no final do meu treinamento no Gym. Ler o livro de Michio Kaku, correndo na esteira, alivia minha alma da enorme chatice de ficar movendo as pernas sem sair do lugar. Apesar das cinco telas planas sintonizadas em canais diversos e postados na frente das esteiras alem do visual do outro lado da rua, foi na telinha de cristal liquido do “Reader” que encontrei o grande deleite desse final de tarde, e passou despercebido os 2 Km em 30 minutos de caminhada virtual.

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